Médicos se dividem sobre acompanhar pacientes que usam canetas paraguaias
A Folha de S.Paulo retomou o tema com relato de paciente que substituiu Mounjaro por versão importada informalmente do Paraguai. O debate clínico central é real: recusar o acompanhamento pode expor o paciente a riscos maiores do que manter o vínculo com ressalvas documentadas. Não há consenso formal entre sociedades brasileiras sobre conduta nesse cenário. O médico que opta por acompanhar deve registrar em prontuário a procedência desconhecida do produto, informar o paciente sobre riscos de falsificação e subdosagem, e não referendar o uso. A recusa, por outro lado, não é eticamente neutra quando o paciente já está em uso.
Fonte: Folha Equilíbrio e Saúde
3 ganchos
- Recusar o acompanhamento de quem usa caneta paraguaia não protege o paciente. Só protege o médico, e mal.
- Dois pacientes com a mesma tirzepatida: um comprou na farmácia, outro no Paraguai. Só um tem rastreabilidade do que está tomando.
- O prontuário que registra 'produto de origem não rastreável, paciente ciente dos riscos' é mais defensivo do que o silêncio.