Escolas médicas americanas adotam educação nutricional, mas evitam agenda MAHA
Levantamento da STAT News mostra que faculdades de medicina nos EUA estão ampliando carga horária de nutrição clínica em resposta à pressão do secretário RFK Jr., mas deliberadamente evitam temas associados à pauta MAHA, como contestação de alimentos ultraprocessados por critérios ideológicos e restrições a aditivos. O movimento sinaliza pressão institucional real para que médicos saiam da graduação com competência nutricional básica. Para o contexto brasileiro, onde nutrição ocupa espaço mínimo na maioria dos currículos, o dado serve de referência para argumentar junto a residências e programas de especialização sobre inclusão formal do tema.
Fonte: STAT News
3 ganchos
- A escola médica ensina conduta para IAM em 40 minutos. Para obesidade e nutrição clínica, em geral não chega a 4 horas no currículo inteiro.
- Quando o paciente pergunta o que comer depois da semaglutida, o médico não foi treinado para responder. Isso não é falha individual, é de currículo.
- Escolas americanas estão adicionando nutrição ao currículo sob pressão política. No Brasil, a pressão ainda não chegou. Mas o paciente já chegou no consultório.